Archive for the ‘Registos da História’ category

Dia 23 nós votamos Francisco Lopes!

Janeiro 17th, 2011

Um Campo Pequeno que se tornou GRANDE!

Janeiro 17th, 2011
Um mar de gente, encheu o Campo Pequeno em Lisboa na maior iniciativa de qualquer candidatura nestas eleições. Mais de 6000 pessoas participaram, com entusiasmo, alegria e determinação no comício deste Domingo em Lisboa, dando expressão ao seu apoio à candidatura de Francisco Lopes. O candidato fez um forte apelo à mobilização para o voto na nossa candidatura.
 
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Um grande comício!

Janeiro 10th, 2011

Realizou-se ontem a primeira acção do período oficial de campanha da candidatura de Francisco Lopes: um enorme comício que encheu o Palácio de Cristal, no Porto, onde se afirmou bem alto que nestas eleições só há uma alternativa aos trabalhadores e a todos os atingidos pela direita e a sua política (de PS/PSD/CDS): o voto em Francisco Lopes para efectiva uma ruptura e mudança.

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Comunistas Lordelenses realizam II convívio/magusto

Novembro 9th, 2010

A Organização da Freguesia de Lordelo do Partido Comunista Português realizou a segunda edição do Magusto/convívio da CDU/Lordelo.
A iniciativa teve lugar no Parque do Rio Ferreira, em Lordelo (Paredes) durante a tarde de hoje com a participação de cerca de uma centena de pessoas, entre as quais, Cristiano Ribeiro, o responsável concelhio do PCP e deputado na Assembleia Municipal de Paredes. A iniciativa contou com a participação animada do Grupo de Bombos “Os Pestinhas”. Os discursos políticos ficaram a cargo de Miguel Correia, o responsável pelo PCP/Lordelo e deputado da CDU na Assembleia de Freguesia, e de Paulo Macieira, da Comissão Concelhia de Paredes do PCP.
Miguel Correia aproveitou a ocasião para fazer um balanço da actividade partidária e autárquica dos comunistas lordelenses, lembrando que o PCP de Lordelo foi protagonista de várias lutas: o apoio ao Movimento de Utentes contra as portagens nas SCUT ou a reivindicação da criação da Unidade de Saúde Familiar de Lordelo. Lembrou que a CDU, desde a eleição do seu deputado para a Assembleia de Freguesia de Lordelo, deu um novo impulso na qualificação deste órgão, uma nova forma de intervenção pautada pela firmeza das críticas e pela qualidade das propostas.

 

 

 

Lembrando a recente passagem de Francisco Lopes pelo concelho, reiterou o apoio do PCP/Lordelo à sua candidatura à Presidência da República, a única capaz de dar voz aos trabalhadores portugueses. Apelou ainda à mobilização dos militantes e amigos do Partido para todas as iniciativas que tenham como objectivo fazer frente à política de direita do actual Governo e que promovam a luta em prol dos trabalhadores e do povo português. Assim, aproveitou para apelar a todos os trabalhadores para aderirem à Greve Geral agendada para 24 de Novembro.
Na esteira deste apelo, Paulo Macieira recordou a actividade do Partido em prol dos trabalhadores do sector do Mobiliário que levou à criação de um organismo partidário para este sector. Por isso, exortou todos os trabalhores comunistas deste sector para que integrem este organismo e dêem o seu contributo para que os atropelos perpetrados por algumas empresas, algumas delas já denunciadas pelo Partido, sejam combatidos.

 

O Candidato Francisco Lopes foi recebido por centenas de apoiantes em Paredes

Outubro 31st, 2010
O candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP esteve hoje no concelho de Paredes. O dia de Francisco Lopes começou com uma recepção calorosa em Parada de Todeia. Recebido pelo presidente da Junta de Freguesia Álvaro Pinto e por centenas de camaradas e amigos, que encheram o auditório da freguesia numa clara manifestação de apoio à única candidatura patriótica e de esquerda.
“Francisco avança com toda a confiança” foi o slogan entoado em uníssono e em alto som pelos presentes na cerimónia. Depois do discurso de boas-vindas e de apoio à candidatura por parte de Álvaro Pinto, o candidato comunista à Presidência da República no seu discurso que surpreendeu alguns dos presentes pela sua vivacidade, abordou os problemas que afectam os portugueses, cada vez mais reféns da política de direita levada a cabo pelos sucessivos governos do PS, PSD e CDS.
Referindo-se à questão do Orçamento de Estado, Francisco Lopes criticou fortemente as consequências da sua aprovação, afirmando que este “é o orçamento dos especuladores e dos banqueiros contra os trabalhadores e o povo”, sem deixar de lembrar que os outros candidatos à Presidência da República manifestaram o seu apoio a favor do orçamento “que vai agravar ainda mais as condições de vida dos portugueses”.
Afirmou a necessidade de inverter o rumo das linhas políticas que têm vindo a asfixiar o povo enquanto os grupos económicos e os especuladores vêm os seus lucros aumentar. Fez o apelo para que o povo não aceite o discurso que não há nada fazer, mas que lute e dê apoio à sua candidatura, a única que incorporando os valores de Abril se assume capaz de trazer justiça social e desenvolvimento ao país. E por isso “cada apoio, cada voto conta como um contributo capaz de protagonizar uma alternativa a favor do povo português”.

Depois de Parada de Todeia, o candidato rumou a um restaurante de Baltar, onde esperavam centena e meia de apoiantes.
Nesta iniciativa, Cristiano Ribeiro, o responsável pela Comissão Concelhia de Paredes e membro da Direcção da Sub-Região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP, tomou a palavra para manifestar o apoio inequívoco do PCP da região à candidatura de Francisco Lopes, aproveitando para abordar algumas lutas levadas pelo Partido, desde a intervenção junto dos trabalhadores de empresas que desrespeitam os direitos laborais até à questão das portagens nas SCUT, passando pela questão dos ataques à Saúde pública e aos encerramentos das escolas.
Francisco Lopes reafirmou os propósitos da sua candidatura sem deixar de criticar as opções do Governo que “em vez de porem Portugal a produzir, geram desemprego e injustiça social. Não podemos aceitar que haja mais de 700 mil desempregados e não se aproveite as potencialidades do país”. Interrompido por diversas vezes pelo entusiasmo dos comensais, o candidato continuou afirmando que “os sucessivos governos não sabem aproveitar os recursos naturais e humanos que temos e só sabem aplicar cortes àqueles que mais necessitam de protecção”. Contudo, “há um caminho alternativo que assenta não no discurso das inevitabilidades mas na luta dos trabalhadores e do povo”.
Por isso apelou à participação na manifestação da Função Pública no próximo sábado, na manifestação de 20 de Novembro contra a realização da cimeira da Nato em Portugal englobada na campanha “Paz sim. Nato não!” e na Greve Geral agendada pela CGTP para o próximo 24 de Novembro.
Depois do concelho de Paredes, Francisco Lopes participou numa iniciativa de apoio à sua candidatura em Campo (Valongo) e num jantar de jovens apoiantes no Centro de Trabalho da Boavista do PCP, no Porto.

Almoço de apoiantes com presença de Francisco Lopes a 31 de Outubro, Domingo-12h30

Outubro 19th, 2010

Francisco Lopes em Paredes a 31 de Outubro

Outubro 19th, 2010

Francisco Lopes, candidato à Presidência da República apoiado pelo Partido Comunista Português, estará no Concelho de Paredes no próximo dia 31 de Outubro (Domingo). O programa da visita será o seguinte:

11h – Sessão Pública na Junta de Freguesia de Parada de Todeia
12h30 – Almoço com apoiantes em Baltar (Restaurante “O Zangão”)
14h30 – Caravana e visita à festa de São Simão

Os interessados em participar no jantar poderão inscrever-se junto dos membros/responsáveis pelas organizações locais do PCP.

SCUT:Nos termos legais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do PCP apresenta o seguinte Projecto de Lei:

Setembro 22nd, 2010

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

Grupo Parlamentar Projecto de Lei  n.º 417/XI-2.ª

Revoga o Decreto-Lei n.º 67-A /2010, de 14 de Junho, que «Identifica os lanços e os sublanços de auto-estrada sujeitos ao regime de cobrança de taxas de portagem aos utilizadores e fixa a data a partir da qual se inicia a cobrança das mesmas»

O atribulado processo de introdução de portagens, com os seus anunciados avanços e os efectivos e sucessivos recuos, é por si só relevador da injustiça que a introdução de portagens nas vias sem custo para os utilizadores representa.

O Governo, que anuncia deste 2006 a intenção de introduzir portagens nas SCUT Grande Porto, Norte Litoral e Costa da Prata, foi confrontado com um forte movimento de contestação das populações que forçou o Governo PS a recuar sucessivamente nesta sua malfadada intenção.

Na anterior sessão legislativa, o PCP, dando voz aos justos protestos e manifestações de descontentamento das populações, de muitos autarcas e de pequenos e médios empresários, apresentou uma proposta de lei que visava alterar o regime dos dispositivos electrónicos de matrícula e apresentou uma apreciação parlamentar ao Decreto-Lei n.º 67-A/2010, de 14 de Junho que identificava “os lanços e sublanços de auto-estrada sujeitos ao regime de cobrança de taxas de portagem ao utilizador e fixa a data a partir da qual se inicia a cobrança das mesmas”. O PCP, além de apresentar estas iniciativas legislativas, promoveu o seu agendamento, o que se revelou fundamental para adiar a entrada em vigor desta nefasta medida para os distritos do Porto, Aveiro, Viana de Castelo e Braga. Assim, não fossem as iniciativas legislativas do PCP e a forte contestação das populações, e muito provavelmente as portagens já estariam a funcionar desde 1 de Julho.

A discussão no parlamento destas duas iniciativas legislativas tornou evidente a confusão e a trapalhada, mas também a injustiça que esta medida representaria para estes distritos que já enfrentam uma grave crise económica e social.

Na discussão destas duas iniciativas, as negociatas entre PS e PSD resultaram na manutenção em vigor do DL 67-A/2010, cuja revogação o PCP propôs, e que agora permite ao Governo retomar o processo de introdução de portagens nestas SCUT.

Assim, o Governo PS com a resolução do conselho de ministros, hoje mesmo publicada, volta a anunciar a intenção de introduzir portagens nestas vias. Desta vez as datas escolhidas são 15 de Outubro para as SCUT do Grande Porto, Costa da Prata e Norte Litoral e 15 de Abril de 2011 para as restantes SCUT do país.

Desta vez, e como resultado do comportamento do PS e PSD, é intenção do Governo estender o que é mau para o litoral norte do país às restantes regiões, de norte a sul do País, de Chaves, Vila Real, Lamego e Viseu até Covilhã, Castelo Branco, Santarém e Faro, pondo em causa o seu desenvolvimento e agravando as assimetrias regionais e a injustiça social. 2

Além de anunciar a intenção de introduzir portagens nestas vias, o Governo anuncia um complexo esquema de descontos, que apenas visa atirar areia aos olhos dos utentes, uma vez que se revela claramente insuficiente e limitado no tempo.

Mais importa referir que os anunciados descontos tornam obrigatório o uso dos dispositivos electrónicos de matrícula (Chips) ou em alternativa a Via Verde, que é também ele um dispositivo electrónico de matrícula, o que contraria a vontade da alteração legislativa produzida na Assembleia da República e todo o discurso do PSD contra a obrigatoriedade destes dispositivos.

Acresce ainda que subsistem enormes dúvidas quanto às formas de pagamento dos utentes que não queiram utilizar estes dispositivos electrónicos de matrícula. Na verdade, estando estipulada a possibilidade do pós-pagamento, ninguém sabe como fazê-lo e tudo indica, de acordo com as notícias vindas na comunicação social, que esse pagamento acarretará custos administrativos para os utilizadores, o que na prática significa, mais uma vez, a obrigatoriedade dos dispositivos electrónicos de matrícula.

Mas a razão de fundo, que leva o PCP apresentar o presente projecto de lei que visa revogar o Decreto-Lei n.º 67-A/2010 que introduz as portagens nestas SCUT prende-se com o facto de não existirem

A introdução de portagens nas SCUT Norte Litoral, Grande Porto e Costa da Prata, além de violar o programa do Governo, é uma injustiça que terá consequências sociais e económicas gravosas para estes distritos.

O programa de Governo diz, na sua página 26, que: “Quanto às Scut, deverão permanecer como vias sem portagens, enquanto se mantiverem as duas condições que justificaram, em nome da coesão nacional e territorial, a sua implementação: i) localizarem-se em regiões cujos indicadores de desenvolvimento socioeconómico sejam inferiores à média nacional; e ii) não existirem alternativas de oferta no sistema rodoviário.

Ora, como é do conhecimento da generalidade dos Portugueses, os distritos do Porto, Viana do Castelo, Braga e Aveiro vivem uma grave crise económica, repetindo-se diariamente notícias de encerramentos de empresas e de problemas sociais.

Na verdade, a pobreza que cresce, juntamente com o crescimento do desemprego, é um problema que assume uma dimensão preocupante.

Mas, mesmo não tendo em conta esta realidade, os dados estatísticos já revelam que o ganho médio dos trabalhadores de 19 dos 21 concelhos servidos pela SCUT Norte Litoral são abaixo da média nacional e que a taxa de desemprego é superior à média nacional. Importa lembrar que o Vale do Sousa e Baixo Tâmega, servidos pela A41 e A42, constituem uma das sub-regiões mais pobres de toda a União Europeia. 3

Revela que 20 dos 24 concelhos que utilizam a SCUT Costa da Prata têm um ganho médio abaixo da média nacional e o desemprego, além de superior à média nacional, não pára de crescer.

Mas também quanto ao segundo requisito, ele não se cumpre. Na verdade, não existem alternativas às actuais SCUT. Aliás, este facto é uma evidência para quem conhece minimamente estes distritos.

Um estudo das Estradas de Portugal sobre estas SCUT, que o PCP divulgou, vem confirmar essa mesma realidade. Neste documento é dito que “Todos os troços apresentados como alternativa não cumprem o estipulado no art.º 6.º do Decreto-Lei n.º 222/89″ do plano rodoviário nacional “relativamente aos níveis de serviços”, que o tempo de percurso nas ditas vias “alternativas”, é “três vezes superior ao efectuado por auto-estrada”, e entre outras coisas, conclui dizendo “Face ao exposto, principalmente no capítulo das generalidades, somos da opinião que presentemente não existem quaisquer vias que sirvam de alternativa aos itinerários em regime de SCUT em que se pretende implementar portagens”.

As portagens, com os valores recentemente anunciados, mesmo com os ditos descontos, além de reduzirem substancialmente o poder de compra dos trabalhadores e trazerem consequências nefastas para as empresas, vão provocar sérios constrangimentos para o desenvolvimento socioeconómico destes distritos.

Na verdade, importa referir que a introdução de portagens nestas SCUT, que são vias estruturais para estes distritos, além de injusto, vai ter consequências para o tecido produtivo, reduzindo a competitividade das empresas, acrescentando um novo custo que muitas empresas poderão não conseguir suportar. Os distritos de Braga, Aveiro e Porto têm registado um número significativo de encerramento de empresas, falências,

A introdução de portagens, juntamente com as outras medidas previstas no PEC, como o aumento do IRS e do IVA, vai reduzir substancialmente o poder de compra dos trabalhadores, agravando os riscos de pobreza e consequentemente aumentando a injustiça social. E o Governo não pode ignorar a tomada de posição de muitos Municípios contra a introdução de portagens, manifestada por dezenas de moções aprovadas (e muitas por unanimidade) nas Assembleias Municipais destes distritos e nas Assembleias Metropolitanas, bem como os vários protestos populares que envolveram milhares de cidadãos. A Governo não pode, mais uma vez, estar de costas voltadas para as populações.

Por estes motivos, o PCP apresenta este projecto de lei para que esta errada medida, a introdução de portagens nestas SCUT, Costa da Prata, Grande Porto e Norte Litoral, não se concretize, e irá lutar para que a introdução de portagens nas restantes SCUT não seja uma realidade. 4

Chegou pois a hora de revogar este Decreto-Lei, que prevê a introdução de portagens nas SCUT, Grande Porto, Norte Litoral e Costa da Prata, a partir de 1 de Julho de 2010 e cuja data de entrada em vigor agora o Governo adiou para 15 de Outubro de 2010, que além de estar politicamente “morto” é uma injustiça que irá trazer graves consequências quer económicas quer sociais.

É pois hora de pôr termo a este processo e chamar cada grupo parlamentar à sua responsabilidade neste desastroso processo. Se os diferentes grupos parlamentares cumprirem com os seus compromissos, nomeadamente os que assumem nestes distritos, se todos os grupos parlamentares forem coerentes com as posições que assumiram no passado, se os grupos parlamentares respeitarem as deliberações quer das diferentes Câmaras Municipais quer das Assembleias Municipais aprovadas, muitas delas, por unanimidade, então a actual composição da Assembleia da República será capaz de revogar este decreto-lei e assim impedir a cobrança de portagens nestas SCUT.

O PCP não tem duas caras, não dá o dito por não dito. Por isso, além de apresentar a presente iniciativa legislativa, luta e continuará a lutar contra esta injustiça.

alternativas a estas vias, de tal medida acarretar graves consequências económicas e sociais e o facto de o rendimento per capita da quase totalidade dos concelhos servidos por estas infra-estruturas estar abaixo da média nacional.

lay-offs, muitos deles em condições de duvidosa legalidade, colocando milhares de trabalhadores em situação de desemprego. Este diploma vai agravar a situação, já difícil, das empresas, o que pode comprometer o desenvolvimento económico destes distritos e vai ter consequências sociais graves. Nos termos legais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do PCP apresenta o seguinte Projecto de Lei:

Artigo 1º

Objecto e âmbito

A presente Lei revoga o Decreto-Lei n.º 67-A/2010, de 14 de Junho.

Artigo 2º

Entrada em vigor

O presente diploma entra em vigor no dia seguinte após a sua publicação.

Assembleia da República, 22 de Setembro de 2010

Os Deputados,

JORGE MACHADO; BRUNO DIAS; ANTÓNIO FILIPE; BERNARDINO SOARES; HONÓRIO NOVO; JOÃO OLIVEIRA; PAULA SANTOS; FRANCISCO LOPES; RITA RTAO; JOÃO RAMOS; MIGUEL TIAGO

Ver documento original:Pjl 417 PCP

 

REGISTOS DA HISTÓRIA – General Vasco Gonçalves

Maio 20th, 2004

Decorria o ano de 2004. Um dos principais actores do 25 de Abril, o saudoso General Vasco Gonçalves, esteve presente nas comemorações do 30.º aniversário desse dia histórico, em Paredes.

Correspondendo a um convite de camaradas e amigos, defensores dos ideais democráticos da conquista de progresso social para todos os portugueses, o Primeiro ministro do período mais exaltante após o 25 de Abril de 1974 esteve presente em Jantar Comemorativo realizado em Vandoma no restaurante O Chalé a 8 de Maio de 2004 e em Sessão Pública em Parada de Todeia no dia seguinte.

Em Vandoma, assistiu-se a uma brilhante intervenção do Militar de Abril, que relembrou o percurso do MFA na conquista da liberdade e na iniciação da democratização da vida portuguesa. Perante uma assistência de 80 pessoas, Abril foi recordado e os seus valores foram enaltecidos.

O camarada Alfredo Sá foi o mentor e o cicerone da iniciativa. Não se descurou até a brilhante actuação de um grupo de fados local. Personalidades independentes como José Manuel Oliveira e Domingos Barros, na altura Presidente da Junta de Freguesia de Vandoma, estiveram presentes e intervieram com um testemunho pessoal do valor do ilustre convidado.

Em Parada de Todeia, na manhã de Domingo, Vasco Gonçalves proferiu nas instalações da Junta uma lição sobre o 25 de Abril e o Poder Local, alertando para a necessidade de se ser sempre fiel e sério para com os compromissos perante a população.

Os jornais deram algum relevo às iniciativas, nomeadamente O Progresso de Paredes e o Fórum do Vale do Sousa. Uma publicação entretanto surgida em Junho de 2004, o Vandomense (infelizmente edição única) trouxe ampla informação sobre as iniciativas com Vasco Gonçalves.

Um destaque final: acompanhou o General Vasco Gonçalves na sua deslocação ao Concelho de Paredes a sua esposa, D. Aida, companheira de sempre, infelizmente recentemente falecida

O PCP de Paredes não pode esquecer a figura ímpar da História de Portugal, que foi o General Vasco Gonçalves. Rendemo-nos à sua memória. Daí a justiça deste Registo.

REGISTOS DA HISTÓRIA – Assembleia Municipal

Janeiro 1st, 2003

No ano de 2003, no auge da invasão do Iraque pela Coligação liderada pelos Estados Unidos da América e Grâ-Bretanha, Cristiano Ribeiro escreveu um texto poético, publicado no O Progresso de Paredes, de 11 de Abril.

Álvaro Pinto, na qualidade de membro da Assembleia Municipal de Paredes, leu o referido texto em sessão da Assembleia, provocando a irritação de alguns, nomeadamente do Presidente da Junta de Freguesia de Recarei, Pedro Nunes (PSD).

Eis o texto:

A ESTRADA DE BAGDADE
Corre veloz o tempo
no asfalto da estrada de Bagdade
na agreste companhia
do vento do deserto.

Percorre-o agora uma força implacável
um demónio uma fúria uma vingança
á ilharga de estranhos deuses invocados
no comércio mentiroso da esperança.

Ó Mesopotâmia!
Querem libertar-te
agrilhoando teus pulsos
querem seduzir-te
violando teu corpo
querem-te dócil
para melhor os servires,
das entranhas até aos ossos,
porém, resistes!

Ó Mesopotâmia!
Na tua memória
persiste o tropel de tantos exércitos
de ambições loucas
e vontades férreas.
Agora querem redimir tua sede,
tua dor, teus mortos
extirpando-te a alma
e secando teus poços,
porém, não desistes!

As lagartas das máquinas de guerra
deslizam na estrada de Bagdade
imperiais e ofegantes,
atrasadas para o festim
e eles iluminam teus céus
atroam tuas cidades
penetram sem aviso
os limites das tuas portas.
Pássaros de fogo
cercam a cidadela do teu coração
e pulverizam a esperança
com bombas de fragmentação.

E quando exausta e vencida, já deitada
te faltar a coragem, as armas, a vontade de lutar
Ó Mesopotâmia!
Não te rendas aos invasores!
Olha-os nos olhos
orgulhosa, firme no olhar
e canta, canta que em todo o mundo é possível
um Tigre e Eufrates de águas límpidas
e que em todo o lado há gente
que sofre sem chorar

E então senti-los-ás reflectir
senti-los-ás vacilar
sentir-te-ás renascida
Ó Mesopotâmia!
Tu és de todo o lugar!
E, nós, os filhos da justiça
teu nome faremos honrar

Corre veloz o tempo
no asfalto da estrada de Bagdade
longa a jornada,
incerto o destino,
paciente a razão
num sofrimento
sentido

No asfalto da estrada de Bagdade
nascerão flores
que enfeitarão cabelos de crianças
e então morrer, finalmente
será proibido.