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Semáforos desligados, Requerimento apresentado na Assembleia Municipal de Paredes pela CDU

Junho 19th, 2012

REQUERIMENTO

EXMO SR. PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PAREDES
Cristiano Manuel Soares Ribeiro, eleito pela CDU na Assembleia Municipal de Paredes, no âmbito do Artigo 60.º do Regimento da Assembleia Municipal de Paredes e nomeadamente da sua alínea b), que define os direitos dos membros da Assembleia, requer através da Mesa desta Assembleia ao Executivo Camarário o esclarecimento seguinte:
Há cerca de 1 mês os semáforos que servem o cruzamento junto ao Quartel dos Bombeiros de Paredes, á capela da Senhora da Guia, ao Edifício do Eléctrico e Estação de Serviço da GALP encontram-se desligados. Tal circunstância, inexplicável aos olhos do cidadão, constitui grave perturbação ao trânsito de e para o centro da cidade e envolve riscos de acidente, de diferente gravidade, com atribuição difusa de responsabilidades Acresce o facto de perto se verificar a circulação prioritária de veículos de bombeiros, emergência médica e de socorro.
 Assim:
Que razões justificam tão insólito procedimento de quem deveria assegurar o funcionamento dos semáforos?
Como pretende a Câmara Municipal colmatar de imediato tal anomalia?
Paredes, 16 de junho de 2012
O Membro eleito da CDU da Assembleia Municipal de Paredes
Cristiano Ribeiro

PCP realiza 10ª Assembleia de Organização Regional discutindo o reforço do Partido e soluções para os problemas da região

Abril 14th, 2012

O PCP realizará no próximo dia 21 de Abril a sua 10ª Assembleia de Organização Regional do Porto (AORP), onde fará uma análise ao trabalho desenvolvido pelo Partido na região desde a última Assembleia, realizada em Fevereiro de 2010, analisará a situação económica, social e política da região, definirá as propostas do Partido para o distrito e a linhas para o reforço da organização e elegerá a próxima direcção regional. A realização da Assembleia de Organização Regional é um momento importante da vida do PCP no distrito do Porto, um espaço de discussão, análise e proposta, cujo envolvimento das organizações e dos militantes começou no início de Março com a publicação do projecto de resolução política.Ao todo estão previstas 98 reuniões e plenários, prevendo-se uma ampla participação dos militantes e das organizações do PCP, num processo de construção colectiva que não tem paralelo em nenhum outro Partido. A preparação da 10ª AORP, integrada na 1ª fase da preparação do XIX Congresso do PCP e que coincide com um período de intensa luta de massas, contra as injustiças e pela rejeição pacto de agressão. Num contexto marcado por uma fase mais enérgica da resistência onde o PCP se empenhou, designadamente nas diversas lutas dos trabalhadores dos vários sectores e das populações/utentes; na derrota da “meia hora de trabalho forçado”; na rejeição generalizada à obrigação de trabalhar no Carnaval; na grande manifestação de 11 Fevereiro no Terreiro do Paço com a presença de milhares de trabalhadores do Porto; na Greve Geral de 22 de Março, com forte impacto na região e no país; na manifestação em defesa do poder local e contra a reforma administrativa com uma grande participação a partir das freguesias do distrito. Uma prova e uma evidencia de que o PCP não fechou para reunir, que se organiza e estrutura sem perder de perspectiva os problemas das populações e dos trabalhadores e a luta por uma vida melhor. A actividade e a intervenção do PCP no distrito provam que o Partido aprofundou a sua ligação aos trabalhadores e às populações, está mais organizado e mais forte. A situação económica e social da região é reveladora das consequências da política de direita e da aplicação do Pacto de agressão ao longo dos últimos 10 meses, destacando-se o aumento do desemprego (atingindo mais de 200 mil trabalhadores do distrito); das falências, insolvências, despedimentos colectivos, lay-off e encerramentos de empresas; do proliferar de salários em atraso e ataques aos direitos dos trabalhadores. A par das questões gerais decorrentes da aplicação do Pacto e das opções do PS/PSD/CDS (cortes nos salários, retirada de direitos, facilitação de despedimentos, generalização da precariedade, privatizações, encerramento de serviços públicos…) as questões da pobreza assumem grande preocupação: há no distrito mais de 130 mil trabalhadores desempregados sem direito a subsídio de desemprego; mais de 100 mil crianças perderam direito ao abono de família; cresceram as restrições na atribuição do RSI que deixam de foram muitos que necessitavam, mantendo-se a permissividade de abusos. O envelhecimento significativo da população do distrito não foi acompanhado de políticas e infraestruturas para fazer face a esta realidade, o que coloca preocupações acrescidas. O interior do distrito continua a ser uma das regiões mais empobrecidas da Europa, mas são cada vez mais generalizados os focos de pobreza em todo o distrito. Os parcos investimentos dos sucessivos governos na região evidenciaram-se desastrosos.Opção pelo corte no investimento público não tem permitido suprir os estrangulamentos ao desenvolvimento da região e à melhoria da qualidade de vida de quem cá trabalha ou habita, sendo exemplos desta opção a não construção do IC 35 (via fundamental para a ligação entre alguns concelhos do interior do distrito – Penafiel, Marco Canavezes – envolvendo ainda concelhos de outros distritos como Castelo de Paiva e Resende), o cancelamento do desenvolvimento do projecto de Metro do Porto e o abandono do objectivo de modernização da linha ferroviária Porto-Vigo. Os cortes orçamentais nos diversos sectores provocaram ainda problemas no distrito ao nível do encerramento de muitos serviços públicos e diminuição da oferta e da qualidade de outros.Em paralelo, proliferam apetites de grupos económicos privados pelo acesso a importantes empresas e serviços da região, destacando-se as operações em curso para a privatização do Aeroporto do Porto, do Porto de Leixões, do Metro e da STCP. Por diversas vezes, o PCP esteve isolado na defesa da manutenção destas entidades na esfera pública, integradas numa estratégia de desenvolvimento nacional que tenha em consideração as especificidades da região. É perante este quadro profundamente exigente que o PCP discute as suas propostas para a região, assumindo que a resposta aos problemas decorrentes da política de direita e da aplicação do Pacto de Agressão deve ser uma preocupação central, naturalmente integrada na acção geral do Partido. Sendo certo que nenhum dos problemas da região se resolve sem a inversão de políticas no país, a proposta do PCP face aos problemas da região deve estar sempre presente, aliada ao desenvolvimento e intensificação da luta de massas, combatendo a resignação, salientando a possibilidade e urgência de uma política alternativa, capaz de assegurar a ruptura patriótica e de esquerda que a região e o país precisam.Por isso, estão colocados à discussão em todo o Partido 9 vectores essenciais ao desenvolvimento da região: 1º Produção, criação de emprego com direitos, valorização salarial. Reafirmando a necessidade de criação de um “Programa Distrital de Promoção de Emprego com Direitos e Combate à Precariedade” que tenha presente as especificidades da situação económica e social existente e as potencialidades da região e responda prioritariamente ao desemprego juvenil. 2º Apoio Social e combate às desigualdades. Pugnando por uma rede social pública eficiente e com os meios necessários para garantir uma resposta aos crescentes problemas e flagelos da região, designadamente o desemprego, a precariedade laboral, a pobreza e exclusão social e o envelhecimento crescente da população e o apoio à Infância. 3º Segurança e Justiça. Reforçando os meios humanos e materiais na investigação e acção judicial e defendendo um policiamento de proximidade, com meios físicos, materiais e humanos para a sua concretização. 4º Investimento Público e coesão territorial. Concretizando os diversos investimentos há muito anunciados para a região, valorizando principalmente os concelhos do interior como forma de suprir as assimetrias existentes com o litoral do distrito. Assume particular relevo neste capítulo a defesa do não desvios dos fundos comunitários destinados a infraestruturas na região para outros fins. 5º Transportes e acessibilidades. Colocando como prioridade um serviço de transportes públicos de passageiros ao serviço das populações, impedindo o processo de privatizações e de fusões previsto para as empresas que operam na região e exigindo o desenvolvimento do projecto do Metro do Porto. 6º Saúde. Contrariando os processos de encerramentos em curso e o favorecimento de privados, dando prioridade aos cuidados primários de Saúde, à prevenção e à profilaxia. 7º Educação e Ensino. Combatendo a crescente elitização da educação e os encerramentos anunciados. 8º Cultura, Desporto e Recreio. Aproveitar plenamente os equipamentos culturais existentes, apoiar os programas que incentivem a renovação e o rejuvenescimento dos públicos, apoiar o ensino artístico e as iniciativas dos produtores e criadores culturais, bem como a actividade associativa 9º Ambiente e desenvolvimento sustentado. Defendendo o ambiente, a qualidade do ar e o tratamento dos resíduos, dando particular atenção às áreas protegidos e às zonas de RAN e REN. A população do distrito do Porto sabe que encontra e encontrará no PCP uma força coerente e determinada na defesa dos interesses de quem cá vive e trabalha. A defesa dos interesses do distrito do Porto ou do Norte do país não se faz por oposição aos interesses do país ou de outras regiões. Defender o Porto e a sua população é defender o país, o seu desenvolvimento sustentado. é rejeitar o pacto de agressão que o PS, o PSD e o CDS assinaram com a troika estrangeira e exigir a distribuição da riqueza, a valorização dos salários e pensões, a justiça social, o apoio à produção nacional e às PME`s, o combate ao desemprego, os serviços públicos, o poder local democrático, a criação das regiões administrativas. Portugal não é um país pobre e sem recurso, é um país que está a ser empobrecido e afundado por estas políticas.Exige-se por isso uma ruptura capaz de colocar o país no caminho do desenvolvimento, tendo presentes os valores de Abril. É este o contributo que a 10ª Assembleia da Organização Regional do Porto do PCP pretende dar.

Porto, 10 de Abril de 2012

Requerimento AM:Museu Municipal/Escola Primária do Conde Ferreira (Paredes)

Fevereiro 18th, 2010

EXMO SR. PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PAREDES

Cristiano Manuel Soares Ribeiro, eleito pela CDU na Assembleia Municipal de Paredes, no âmbito do Artigo 60º do Regimento da Assembleia Municipal de Paredes e nomeadamente da sua alínea b), que define os direitos dos membros da Assembleia, requer através da Mesa desta Assembleia ao Executivo Camarário o esclarecimento seguinte:

Durante anos seguidos decorreram obras no edifício da antiga Escola Primária do Conde de Ferreira, obras de ampliação e remodelação para, dizia-se, instalação do Museu Municipal. Aguarda-se há muito a abertura das referidas instalações, que constituem uma necessidade para actividades de Educação e Cultura e que engrandecem o património da autarquia.
Neste contexto, pergunta-se:

1) Para quando a referida abertura, que culmine a conclusão das referidas obras?

2) Que serviços e actividades aí funcionarão, confirmando-se ou não o espaço como espaço museológico?

Pelo Deputado Municipal Eleito pela CDU Cristiano Ribeiro.

9ª Assembleia de Organização Regional do Porto do Partido Comunista Português

Fevereiro 14th, 2010

Intervenção de Abertura da 9ª Assembleia da ORP

Realizou-se, hoje, dia 13 de Fevereiro a Assembleia da Organização Regional do Porto, na intervenção de Jaime Toga, da Comissão Política do PCP, afirmou que a «Assembleia, por estar profundamente ligada com a vida dos trabalhadores e do povo do nosso distrito, deve debruçar-se sobre a realidade que hoje vivemos e a grande ofensiva em curso.» Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, no encerramento, afirmou que as decisões que se tomaram na Assembleia serão contributos decisivos para superar os difíceis tempos que os trabalhadores e as populações vivem.

Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP

Moções aprovadas

Em defesa da liberdade e da democracia

Ao longo dos últimos anos agravou-se a perseguição aos trabalhadores, aos estudantes e a muitos dos que contestam a política de direita em curso, designadamente dirigentes e activistas sindicais e dirigentes estudantis, pelo facto de exercerem direitos constitucionalmente consagradas, como é o caso das manifestações e das greves.
A repressão tem sido apoiada por comportamentos inaceitáveis de alguns patrões, das forças de segurança, de direcções de escolas, do governo civil, bem como do próprio Ministério Público.
Foi por acção do anterior e do actual governo do PS que a intervenção da PSP, da GNR e do Ministério Público assumiu novos contornos. Disso são exemplos a “visita” da PSP e da GNR a algumas escolas aquando das lutas dos professores; a absolvição de quatro dirigentes sindicais de Guimarães e o recurso do Ministério Público a pedido do Governador Civil de Braga; o papel do famigerado sargento Fernandes, da GNR, em Penafiel, contra o piquete de greve de trabalhadores ferroviários, na greve geral de 30 de Maio de 2007; a condenação de dirigentes do Movimento de Utentes dos transportes públicos por lutarem contra a retirada de carreiras da STCP e a identificação selectiva de dirigentes do ensino secundário, sempre que há lutas, ou mesmo a deslocação de agentes da PSP à casa dos dirigentes estudantis em vésperas de manifestações procurando intimidar e condicionar a luta.
Nos últimos anos outros ataques aos direitos constitucionais sucederam, alguns directamente dirigidos ao nosso Partido.
Primeiro foi a Lei de Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais e a sua tentativa de ingerência na vida dos Partidos e de limitar e inviabilizar a Festa do Avante.
Depois foram os regulamentos de propaganda, nomeadamente no Porto e em Valongo, que tentando impedir a colocação de propaganda política, bem como a denúncia das malfeitoria que responsáveis governamentais e autárquicos vão fazendo.
A situação é tão grave que em Penafiel, sempre que o Partido coloca um cartaz na rua a GNR tenta, de forma ilegal, aplicar uma coima de 600 euros!
Esta postura e este comportamento dos governantes vai abrindo caminho aos patrões para que nos locais de trabalho se aprofunde a exploração e a repressão.
Disso é exemplo o que está a acontecer com trabalhadores do Jumbo de Gaia e do Continente alvo de processos disciplinares por defender os seus legítimos direitos.
Pelo exposto, a 9ª Assembleia de Organização Regional do Porto do PCP:
• expressa a sua solidariedade com todos os trabalhadores e estudantes alvo de processos judiciais levantados no âmbito do exercício de direitos constitucionais, nomeadamente do direito à greve e à manifestação;
• reafirma o empenho e a disponibilidade das organizações do Partido e dos seus militantes na defesa da Constituição da República Portuguesa e no combate aos atropelos à Liberdade e à Democracia.

Porto, 13 de Fevereiro de 2010

PCP expõe o caso do Centro de Saúde da Cidade de Lordelo na Assembleia da Républica

Fevereiro 10th, 2010

Os deputados comunistas eleitos pelo distrito do Porto na Assembleia da República, Honório Novo e Jorge Machado, apresentaram uma pergunta ao Ministério da Saúde sobre a situação do Centro de Saúde de Lordelo:

«Assunto: Centro de Saúde de Lordelo, Paredes

Destinatário: Ministério da Saúde

Ex.mo Sr. Presidente da Assembleia da República

O Centro de Saúde de Lordelo, no concelho de Paredes, serve uma população com mais de dez mil habitantes e tem ao seu serviço quatro médicos a tempo inteiro.

Assim, em média, cada um dos médicos tem a seu cargo 2500 utentes, quando as entidades competentes apontam que o rácio ideal é de 1500 pacientes por cada médico existente. Além disso, cerca de um terço da população abrangida por este centro de saúde não tem Médico de Família.

A consequência é que dezenas de pessoas acumulam-se à porta da Unidade de Saúde de Lordelo todas as noites, sobretudo à quinta-feira, para conseguirem uma consulta de recurso na semana seguinte.

Hoje, quer uma consulta de vigilância infantil, quer uma consulta para a prorrogação de um Certificado de Incapacidade Temporária (vulgo “baixa médica”), ou uma consulta para mostrar os exames complementares pedidos, é feita por uma penosa procura de uma vaga pré-anunciada numa folha de papel afixado no centro de saúde.

A situação acima descrita, provoca um legítimo descontentamento por parte da população que há muito tempo reclama mais médicos e melhor organização no atendimento, de forma a evitar a situação lamentável de obrigar dezenas de cidadãos a pernoitarem junto à porta do estabelecimento em busca de uma consulta.

Assim, ao abrigo da alínea d) do artigo 156º da Constituição e nos termos e para os efeitos do 229º do Regimento da Assembleia da República, pergunto ao Ministério da Saúde o seguinte:

1) Que avaliação faz este Ministério quanto ao funcionamento deste Centro de Saúde?

2) Prevê este Ministério a resolução do problema de falta de médicos neste centro de saúde? Se sim, quando?

3) Que medidas vai este Ministério tomar para melhorar o funcionamento deste centro de saúde?

Palácio de São Bento, 10 de Fevereiro de 2010

Os deputados Jorge Machado e Honório Novo.»

Despedimento colectivo atinge trabalhadores da Movelpartes, uma empresa do grupo Sonae

Janeiro 21st, 2009

São 42 os trabalhadores da Movelpartes – Componentes p/ Indústria de Mobiliário SA que foram notificados no dia 16 de Janeiro de um processo de despedimento colectivo, alegadamente devido à falta de trabalho na secção onde laboram, e que levará à deslocalização da produção para Alcanede.
Para já continua incerto o futuro dos restantes 20 trabalhadores desta empresa sita em Vilela, Paredes.

A Comissão Concelhia de Paredes do Partido Comunista Português não pode deixar de assinalar a falta de coerência entre aquilo que a Sonae anunciou há dias quando o seu Presidente disse que não iria haver despedimentos no grupo e aquilo que na realidade acontece.

Parece-nos que a conduta da administração desta empresa evidencia uma clara sobreposição de interesses económicos sobre os direitos dos trabalhadores que emprega e o desrespeito pela tão por si propagandeada “história de responsabilidade social em Portugal”.

A Comissão Concelhia de Paredes manifesta a sua solidariedade com os trabalhadores e suas famílias e disponibilidade para intervir na defesa dos seus interesses e na luta pela manutenção dos seus postos de trabalho.

Neste sentido já tomamos medidas para que o Grupo Parlamentar do PCP apresente na Assembleia da República um requerimento que vise salvaguardar os direitos dos trabalhadores.

O PCP alerta que um dos principais responsáveis por esta situação, é o ataque aos direitos dos trabalhadores e à produção nacional, que durante anos as políticas de direita dos sucessivos governos PS e PSD, têm levado a cabo, sendo o actual Governo PS/Sócrates o que mais tem prejudicado os trabalhadores.

A Comissão Concelhia de Paredes do
Partido Comunista Português

Contra o fecho de escolas no Concelho de Paredes

Junho 28th, 2006

A Comissão Concelhia de Paredes do PCP denuncia a proposta de encerramento de inúmeras escolas do Ensino Pré-escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico, constante na Carta Educativa do Concelho de Paredes, aprovada por unanimidade no executivo camarário e a submeter à aprovação da Assembleia Municipal de Paredes na próxima 6ª feira.

Não se questiona a importância de um documento que reordene a rede escolar do Concelho e assegure a distribuição territorial das estruturas físicas tendo em conta a natural distribuição populacional. Não se esquece as novas valências educativas e as exigências de novos equipamentos que permitam a melhoria dos níveis de escolaridade e de qualidade de ensino. Não se desvaloriza a evolução demográfica e a necessidade de adaptar necessidades às realidades do nosso tempo.
Mas as propostas da Carta Educativa são inaceitáveis do ponto de vista social e completamente injustificadas em termos educativos. Assim:
As propostas da Carta Educativa apontam para o encerramento de inúmeros Jardins de Infância e Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (66 instalações) do Concelho de Paredes
As propostas da Carta Educativa eliminam qualquer instalação escolar (Jardim de Infância ou EB1) em 2 freguesias (Gondalães e Vila Cova de Carros).
As propostas da Carta Educativa acabam com as EB1 em outras 8 freguesias (Astromil, Aguiar de Sousa, Beire, Vandoma, Parada de Todeia, Besteiros, Louredo, Madalena) obrigando as crianças a deslocações significativas para freguesias vizinhas à sua residência.
Estas medidas propostas, que criariam inúmeras dificuldades e sacrifícios, afectariam uma população estimado pela Carta Educativa em 14.797 habitantes (cerca de 18% da população do Concelho) pertencente a 10 freguesias (40% das freguesias)
Essas Juntas de Freguesia, e por seu intermédio as populações, não foram ouvidas ou deram parecer ou sugestões sobre o reordenamento da rede escolar. E vêem-se confrontadas com uma proposta que as discrimina e as penalisa. Igualmente a opinião de sectores da sociedade civil não foi considerada na sua elaboração.
As escolas nomeadamente as do 1º Ciclo do Ensino Básico foram e são referência história e cultural das populações e das freguesias, traço de identidade para gerações que sempre nelas viram o instrumento de acesso ao saber, à educação e à cidadania. Não é por acaso que a bandeira nacional durante anos a fio só se hasteava na Escola Primária dos lugares e das freguesias.
Acabar injustificadamente com estas escolas en nome de uma falsa modernidade ou em nome da verdadeira poupança orçamental é um atentado á memória e aos interesses das populações que importa denunciar.
Como é possível falar que “Paredes está integrado numa mancha de território homogéneo e extremamente dinâmico no ponto de vista demográfico” (citação da Carta Educativa) e que “a estrutura etária é jovem e há potencial de atração sobre população jovem e em idade activa” (outra citação) e ao mesmo tempo se apresenta, para justificar as medidas propostas, dados obviamente desactualizados do Censo de 2001 e previsões muito acertivas de população escolar dos vários níveis de ensino que apontam para a sua diminuição?
Como é possível que documentos oficiais como os Critérios de Reordenamento da Rede Escolar do Ministério da Educação não sejam citados e implementados na Carta Educativa, sabendo que nele estão referidos as boas práticas de planeamento neste sector, como a distância ideal casa- estabelecimento de ensino, o número de salas de aula, o número de alunos por turma, o regime normal de funcionamento?
Para além de inúmeros aspectos igualmente gravosos esta Carta Educativa elaborada pela Câmara PSD de Paredes e abençoada pelo PSD, PS e PP, promove uma ruptura brutal com práticas anteriores, desperdiça investimentos vultuosos efectuados e constitui um autêntica Bomba de Neutrões educativa: destrói apenas as pessoas, “mata-as” e deixa os edifícios intactos …e devolutos.
A Comissão Concelhia de Paredes do PCP lutará através dos seus eleitos da CDU na Assembleia Municipal e nas freguesias pela revogação da actual proposta de Carta Educativa. E desde já afirma o seu propósito de mobilizar nas ruas as populações para o justo protesto que esta medida provoca. Não nos calaremos.
E formulamos o convite público para a necessária convergência de esforços de todos os que, independentemente do quadrante político ou ideológico em que se encontram, connosco queiram estar.

A Comissão Concelhia de Paredes do PCP
Presentes na Conferência de Imprensa:
Cristiano Ribeiro – Coordenador da Comissão Concelhia de Paredes do PCP, membro da Assembleia Municipal de Paredes
Álvaro Pinto – Membro da Comissão Concelhia de Paredes do PCP, membro da Assembleia Municipal de Paredes, Presidente da Junta de Freguesia de Parada de Todeia
Rui Leal – Membro da Comissão Concelhia de Paredes do PCP

Pelo direitos dos trabalhadores da Jodicar e Nomóvel

Fevereiro 1st, 2005

São 42 os trabalhadores da Movelpartes – Componentes p/ Indústria de Mobiliário SA que foram notificados no dia 16 de Janeiro de um processo de despedimento colectivo, alegadamente devido à falta de trabalho na secção onde laboram, e que levará à deslocalização da produção para Alcanede.
Para já continua incerto o futuro dos restantes 20 trabalhadores desta empresa sita em Vilela, Paredes.
A Comissão Concelhia de Paredes do Partido Comunista Português não pode deixar de assinalar a falta de coerência entre aquilo que a Sonae anunciou há dias quando o seu Presidente disse que não iria haver despedimentos no grupo e aquilo que na realidade acontece.

Parece-nos que a conduta da administração desta empresa evidencia uma clara sobreposição de interesses económicos sobre os direitos dos trabalhadores que emprega e o desrespeito pela tão por si propagandeada “história de responsabilidade social em Portugal”.

A Comissão Concelhia de Paredes manifesta a sua solidariedade com os trabalhadores e suas famílias e disponibilidade para intervir na defesa dos seus interesses e na luta pela manutenção dos seus postos de trabalho.

Neste sentido já tomamos medidas para que o Grupo Parlamentar do PCP apresente na Assembleia da República um requerimento que vise salvaguardar os direitos dos trabalhadores.

O PCP alerta que um dos principais responsáveis por esta situação, é o ataque aos direitos dos trabalhadores e à produção nacional, que durante anos as políticas de direita dos sucessivos governos PS e PSD, têm levado a cabo, sendo o actual Governo PS/Sócrates o que mais tem prejudicado os trabalhadores.

A  Comissão Concelhia de Paredes do
Partido Comunista Português

PCP/Paredes visita Urbanização da Agra, em Cête

Janeiro 9th, 2004

A convite da Administração do Condomínio do Edifício n.º 1 da Urbanização da Quinta da Agra, localizado em Cête (Paredes), uma delegação da Comissão Concelhia de Paredes do Partido Comunista Português, no dia 3 de Janeiro, visitou a referida Urbanização, tendo constatado que existem problemas graves a nível do urbanismo, da salubridade e da segurança que afectam enormemente a qualidade de vida dos seus moradores.
Para a Comissão Concelhia de Paredes do PCP, a autarquia tem responsabilidades directas e indirectas nessa situação. Assim, o eleito da CDU na Assembleia Municipal de Paredes, Juvilte Madureira, irá apresentar um requerimento solicitando esclarecimentos por parte da Autarquia sobre esta situação.

A Comissão Concelhia de Paredes do PCP