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Distrito do Porto na Festa do «Avante!» – Cerca de uma centena de comunistas do Porto apenas neste fim-de-semana na construção da Festa do «Avante!»

Agosto 15th, 2012

Galeria de fotografias das jornadas de construção da Festa do “Avante” dos comunistas do Porto

A 36ª edição Festa do «Avante!», que se realiza nos dias 7, 8 e 9 de Setembro, será um momento alto na luta de resistência à política de direita, de afirmação da determinação de todos aqueles que lutam por uma sociedade mais justa e dos valores e projecto do PCP. Erguida em centenas de milhares de horas de trabalho voluntário, fruto da militância de milhares de homens, mulheres e jovens que se entregam com dedicação às múltiplas tarefas necessárias desde a sua divulgação e da mobilização, à sua construção, à preparação dos conteúdos até à garantia de todos os aspectos do seu funcionamento. A presença na Festa do «Avante!» de todas as organizações Regionais do PCP, de norte a sul, regiões autónomas e emigração, é o retrato de Portugal, das suas realidades regionais, do seu artesanato e gastronomia, mas também do Portugal que trabalha e luta, uma mostra da intensa actividade que o PCP desenvolve. Esta sexta-feira, sábado e domingo cerca de uma centena de militantes comunistas do distrito do Porto estarão na quinta da Atalaia contribuindo com o seu trabalho voluntário para a construção do espaço da Organização Regional do Porto na Festa do «Avante!» Além da tradicional presença da gastronomia, cultura e artesanato da região, este ano, o espaço da Organização Regional do Porto, tem como tema da sua decoração “O Porto em luta”, dando expressão às muitas lutas dos trabalhadores dos diversos sectores, dos utentes e das populações contra o Pacto de Agressão e a política de direita, pela exigência de outro rumo – a defesa da produção e do aparelho produtivo nacional, o combate ao desemprego e à precariedade e a defesa do emprego com direitos, pela defesa dos serviços públicos, por salários e pensões dignos e contra o aumento do custo de vida. Estará ainda patente no espaço do Porto uma exposição sobre os 30 anos do 1º de Maio de 1982, realizando-se também um debate sobre esta data histórica da luta dos trabalhadores do Porto pela Democracia, pelos seus direitos e contra a repressão quando as comemorações do 1º promovidas pela CGTP-IN, no Porto, ficaram manchadas pela carga policial, depois de mais de duas horas de batalha campal que se estendeu a varias áreas do Porto, originando pelo menos seis dezenas de feridos  atendidos em hospitais, nove dos quais com ferimentos de bala e duas vítimas mortais. As organizações concelhias e sectoriais do distrito promovem ainda diversas excursões para os três dias de Festa, com passagem por todos os concelhos do distrito.

Porto, 10 de Agosto de 2012

O Gabinete de Imprensa da DORP do PCP

Projecto de resolução que recomenda electrificação do troço Caíde-Marco de Canaveses na linha do Douro foi aprovado

Junho 9th, 2012

O projecto de resolução do PCP que recomenda ao Governo a electrificação do troço entre Caíde e Marco de Canaveses, na linha ferroviária do Douro, foi hoje aprovado por unanimidade no plenário da Assembleia da República.

ver Projecto de Resolução

Moção “Liberdade e Democracia”

Abril 21st, 2012
Dentro de quatro dias comemoremos o 25 de Abril o dia da revolução, o dia em que o povo saiu em massa à rua e disse: Basta! O ponto mais alto da defesa da reivindicação de liberdade, de direitos e soberania do nosso povo culminou com a aprovação constituição da Republica Portuguesa de “Abril” de 1976.
No quadro político actual, face ao ataque desenfreado do poder económico e a subjugação do poder político, impõem-se aos comunistas e a todos os democratas, a defesa de Abril, e do seu projecto contra os violentos abusos e retrocessos da democracia em todas as suas dimensões: económica, política, social e cultural alicerçada na nossa soberania.
Na dimensão económica a crescente privatização da componente estatal e cooperativa da economia mista, o domínio do poder económico sobre o poder político, alteram a correlação de forças a partir da lei e da prática reduzindo drasticamente o valor do trabalho.
Na dimensão social crescem as desigualdades e as injustiças sociais. Ataques aos direitos fundamentais das populações, aos serviços públicos, como saúde através da implementação da taxas moderadoras, insuficiente número de médicos de família, listas de espera nas consultas de especialidade, ou na educação manifestamente contra a escola pública e o direito à educação, traduzida nos cortes ao financiamento, nas alterações curriculares, na eliminação de apoios sociais aos estudantes ou através da redução do valor e do tempo atribuído de prestações sociais e por último o flagelo do desemprego atentam contra a liberdade na sua essência mais profunda, a dignidade humana.
Na dimensão cultural, com a introdução e massificação de ideias que conduzem à resignação e à alienação, e o silenciamento das alternativas, ao mesmo tempo limitam-se as possibilidades de criação e de participação cultural das mais variadas formas.
Mas é na dimensão política com enfoque actual nas tentativas de alterações à legislação eleitoral para reduzir a participação democrática tentando alterar o sistema de eleição para as câmaras Municipais criando executivos monocolores (bipartidários), e a asfixia do poder local democrático à luz da nova reforma administrativa com a extinção de freguesias. Mas também com a ingerência na vida interna dos partidos, na sua organização e financiamento próprios, tendo como alvo principal o PCP, usando o silenciamento como arma. Ora se arranca propaganda como no Porto ou em Gaia, ora se inventam regulamentos de propaganda criando zonas vermelhas aplicando pesadas coimas mas só ao PCP,
A soberania nacional, com a permissão de que organismos internacionais, exclusivamente ao serviço do grande capital e dos seus interesses, se sobreponham aos órgãos de poder nacionais, como é visível no processo de ingerência externa que vivemos; na crescente federalização da união europeia, e, dentro desta, na restrição visível do poder e decisão, transferido das instituições europeias, para o conjunto de dois ou três estados mais poderosos.
Neste quadro de resistência, os comunistas do Porto afirmam a sua vontade e firmeza inabalável na defesa da Democracia Avançada, nas suas diferentes componentes.
O aprofundamento da democracia, tal e qual como emergiu da revolução de Abril, é o mais forte garante de construção de um Portugal mais justo, mais fraterno e mais solidário, um país desenvolvido e em que seja reconhecido a todos o direito a uma vida digna, em liberdade e paz.
Viva o PCP!
Porto, 21 de Abril de 2012

PCP promove iniciativas públicas com expressão de rua, desfiles/comícios, contra o Pacto de Agressão, quando passa um ano da sua subscrição

Abril 10th, 2012

Passado um ano sobre a assinatura do Pacto de Agressão entre PS, PSD e CDS e o FMI, UE e BCE, e da consequente concretização das suas medidas, o PCP convoca duas iniciativas públicas de expressão de rua, desfiles que culminarão em comícios com a participação de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP – no Porto, a 12 de Maio e em Lisboa, a 26 de Maio – contra a exploração, o empobrecimento e o desastre nacional, por uma política patriótica e de esquerda, por um Portugal com futuro. Estas iniciativas dão expressão à continuada denúncia por parte do PCP sobre as consequências deste ilegítimo Pacto de Agressão imposto ao povo e aos trabalhadores portugueses, e à luta pela sua urgente e necessária rejeição. Tal como o PCP sempre alertou, e como todos os indicadores comprovam, este Pacto agrava e aprofunda o caminho de recessão, de desemprego e de pobreza, não resolvendo nenhum dos problemas quer da economia do país, quer das condições de vida dos trabalhadores e do povo. Com estas acções o PCP dá voz a todos aqueles que sendo vítimas deste Pacto, não se resignam e lutam todos os dias, nas empresas e na rua, pela adopção de um outro caminho e um outro rumo. Um outro rumo que, em ruptura com a política de direita, inscreve como objectivo a renegociação da dívida pública, a defesa do aparelho produtivo nacional, a valorização do trabalho e dos rendimentos de quem trabalha, aumentando os salários e as pensões de reforma, promovendo o investimento público. Dando expressão e continuidade à luta que os trabalhadores e o povo erguem contra o Pacto e esta política, o PCP reafirma o seu compromisso na luta pela construção de uma nova política, rejeitando o Pacto de Agressão, uma política patriótica e de esquerda, ao serviço dos trabalhadores e do povo, por um Portugal com futuro.

06.04.2012

O Gabinete de Imprensa do PCP

Candidatos da CDU pelo distrito do Porto

Abril 14th, 2011

 

 

 

 

Foi entregue em tribunal a lista de candidatos da CDU às eleições de 5 de Junho, pelo círculo do Porto, sendo a primeira força a formalizar a candidatura neste distrito.No momento da entrega, o deputado Jorge Machado destacou a grande presença de mulheres e jovens na lista, bem como a disponibilidade dos candidatos para uma campanha assente no contacto directo com os trabalhadores, a população e as diversas entidades desta região, capaz de assegurar o esclarecimento e a mobilização dos eleitores para uma mudança de políticas, reforçando a CDU e contribuindo para uma política e um governo patriótico e de esquerda.

Ver candidatos em:

 

Comício dos 9oº Aniversário do PCP

Março 3rd, 2011

Um grande comício!

Janeiro 10th, 2011

Realizou-se ontem a primeira acção do período oficial de campanha da candidatura de Francisco Lopes: um enorme comício que encheu o Palácio de Cristal, no Porto, onde se afirmou bem alto que nestas eleições só há uma alternativa aos trabalhadores e a todos os atingidos pela direita e a sua política (de PS/PSD/CDS): o voto em Francisco Lopes para efectiva uma ruptura e mudança.

Ver mais Francisco Lopes

9ª Assembleia de Organização Regional do Porto do Partido Comunista Português

Fevereiro 14th, 2010

Intervenção de Abertura da 9ª Assembleia da ORP

Realizou-se, hoje, dia 13 de Fevereiro a Assembleia da Organização Regional do Porto, na intervenção de Jaime Toga, da Comissão Política do PCP, afirmou que a «Assembleia, por estar profundamente ligada com a vida dos trabalhadores e do povo do nosso distrito, deve debruçar-se sobre a realidade que hoje vivemos e a grande ofensiva em curso.» Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, no encerramento, afirmou que as decisões que se tomaram na Assembleia serão contributos decisivos para superar os difíceis tempos que os trabalhadores e as populações vivem.

Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP

Moções aprovadas

Em defesa da liberdade e da democracia

Ao longo dos últimos anos agravou-se a perseguição aos trabalhadores, aos estudantes e a muitos dos que contestam a política de direita em curso, designadamente dirigentes e activistas sindicais e dirigentes estudantis, pelo facto de exercerem direitos constitucionalmente consagradas, como é o caso das manifestações e das greves.
A repressão tem sido apoiada por comportamentos inaceitáveis de alguns patrões, das forças de segurança, de direcções de escolas, do governo civil, bem como do próprio Ministério Público.
Foi por acção do anterior e do actual governo do PS que a intervenção da PSP, da GNR e do Ministério Público assumiu novos contornos. Disso são exemplos a “visita” da PSP e da GNR a algumas escolas aquando das lutas dos professores; a absolvição de quatro dirigentes sindicais de Guimarães e o recurso do Ministério Público a pedido do Governador Civil de Braga; o papel do famigerado sargento Fernandes, da GNR, em Penafiel, contra o piquete de greve de trabalhadores ferroviários, na greve geral de 30 de Maio de 2007; a condenação de dirigentes do Movimento de Utentes dos transportes públicos por lutarem contra a retirada de carreiras da STCP e a identificação selectiva de dirigentes do ensino secundário, sempre que há lutas, ou mesmo a deslocação de agentes da PSP à casa dos dirigentes estudantis em vésperas de manifestações procurando intimidar e condicionar a luta.
Nos últimos anos outros ataques aos direitos constitucionais sucederam, alguns directamente dirigidos ao nosso Partido.
Primeiro foi a Lei de Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais e a sua tentativa de ingerência na vida dos Partidos e de limitar e inviabilizar a Festa do Avante.
Depois foram os regulamentos de propaganda, nomeadamente no Porto e em Valongo, que tentando impedir a colocação de propaganda política, bem como a denúncia das malfeitoria que responsáveis governamentais e autárquicos vão fazendo.
A situação é tão grave que em Penafiel, sempre que o Partido coloca um cartaz na rua a GNR tenta, de forma ilegal, aplicar uma coima de 600 euros!
Esta postura e este comportamento dos governantes vai abrindo caminho aos patrões para que nos locais de trabalho se aprofunde a exploração e a repressão.
Disso é exemplo o que está a acontecer com trabalhadores do Jumbo de Gaia e do Continente alvo de processos disciplinares por defender os seus legítimos direitos.
Pelo exposto, a 9ª Assembleia de Organização Regional do Porto do PCP:
• expressa a sua solidariedade com todos os trabalhadores e estudantes alvo de processos judiciais levantados no âmbito do exercício de direitos constitucionais, nomeadamente do direito à greve e à manifestação;
• reafirma o empenho e a disponibilidade das organizações do Partido e dos seus militantes na defesa da Constituição da República Portuguesa e no combate aos atropelos à Liberdade e à Democracia.

Porto, 13 de Fevereiro de 2010

PIDDAC para 2010: Um escândalo e uma ofensa ao distrito do Porto cada vez mais pobre!

Fevereiro 1st, 2010

Concelhos do Distrito do PortoO Orçamento de Estado para 2010, apresentado pelo Governo PS, não é, como poderia e deveria ser, um instrumento para combater a grave crise económica e social, nem para atenuar as desigualdades sociais e as assimetrias regionais que se têm avolumado de ano para ano.

A destruição do aparelho produtivo, a repartição da riqueza cada vez mais desigual e em desfavor dos rendimentos do trabalho, o aumento do desemprego e da pobreza são, entre outras, marcas das políticas que os sucessivos governos têm implementado.

O Orçamento de Estado para 2010 vai em sentido contrário ao que o País necessita, designadamente quanto ao reforço da sua capacidade produtiva, à melhoria das condições de vida de quem trabalha, ao desenvolvimento harmonioso combatendo as assimetrias.

O Orçamento de Estado para 2010 constitui um documento pouco transparente, com verbas avultadas em verdadeiros “sacos azuis”, sem qualquer referência a taxas de execução de investimentos que transitam de orçamentos anteriores e a forma como este Governo PS apresenta o PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) dificulta a comparação, é uma manobra deliberada para tentar impedir o acesso à informação.

Tudo isto revela o propósito de se esconder o que o orçamento realmente é, tornando-o depois, na sua aplicação, uma caixinha de surpresas, contudo sempre amargas para a generalidade dos Portugueses.

Agrava-se o Desinvestimento no Distrito do Porto!

O que o OE 2010 nos mostra é que o investimento público diminui substancialmente face ao ano anterior. E mostra-nos, ainda, em termos de PIDDAC que o Distrito do Porto continua a ser fortemente descriminado, e de uma forma crescente, pelo actual Governo PS, tal como nos anteriores de maiorias absolutas sejam elas do PS, PSD com ou sem o CDS.

É bom recordar que o PIDDAC 2009 foi inferior ao PIDDAC 2005 em mais de 850 milhões de euros, significando uma redução de 71%!

Sabe-se, e a população sente-o, que o Distrito do Porto vem empobrecendo crescentemente há vários anos. A destruição do tecido produtivo a um ritmo mais intenso do que se verifica no País e as taxas de desemprego e pobreza muito superiores à média nacional são algumas das consequências das opções políticas de sucessivos governos, de governos cada vez mais centralizadores.

O PIDDAC 2010 constitui um verdadeiro insulto a quem vive e trabalha no Distrito e, também, a quem exerce a sua actividade económica, designadamente aos micro, pequenos e médios empresários que constituem a esmagadora maioria.

Se compararmos as verbas previstas no PIDDAC 2010 com as do mesmo documento do ano anterior assistimos a uma redução de 84%, enquanto no País essa redução foi de “apenas” 30%! Um verdadeiro escândalo!

E este escândalo assume proporções ainda maiores se levarmos em consideração o factor população. Na verdade a população do Distrito do Porto representa 17,2% da população nacional mas o Distrito apenas beneficia de 2% do PIDDAC global!

Daqui resulta que, se calcularmos o PIDDAC per capita, em média a cada Português correspondem 267 euros, mas no Distrito do Porto esse valor é de apenas 31 euros.

Como não hão-de aumentar as assimetrias regionais, estando o Distrito cada vez mais distante da média nacional em termos de desenvolvimento e qualidade de vida?

Aprofundam-se as Assimetrias: Interior Ainda Mais Abandonado!

Mas se as assimetrias aumentam no País, também tal se verifica no Distrito do Porto.

Com efeito, os dez concelhos do Distrito que não fazem parte do Grande Porto, embora representem 31,3% da população, apenas são contemplados com 13,3% do total do PIDDAC distrital. É acrescentar discriminação à discriminação.

Se calcularmos o PIDDAC per capita nestes dez concelhos temos um valor de 13 euros, quando a nível nacional, recorde-se, é de 267 e a nível do Distrito, no seu conjunto, é de 31!

Verdadeiramente esclarecedor da sensibilidade do Governo que, na continuidade de políticas de muitos anos, não leva em consideração que a maior parte desses dez concelhos faz parte uma das sub-regiões mais pobres da União Europeia, a do Tâmega.

Governo PS Retira Verbas e Falha Compromissos!

Analisando os investimentos previstos, verifica-se a continuidade da inscrição de alguns que já deviam estar concluídos em 2009, a permanência de outros mas com prazo de conclusão mais dilatado e o desaparecimento de outros, casos, por exemplo, do Centro de Reabilitação do Norte e da Faculdade de Medicina – Ampliação e Recuperação.

Por outro lado, a Variante da Trofa – Linha do Minho que em 2009 tinha prevista um verba superior a 26,6 milhões de euros passa neste ano para 1,7 milhões, certamente pondo em causa o desenvolvimento do que havia sido projectado.

Também, e não pode deixar de se sublinhar pelo que representa, a expansão da linha do metro apenas é contemplada com 8 milhões de euros para o troço Dragão/Venda Nova. Onde param os protocolos, os acordos, as promessas tão espalhafatosamente feitas? Quanta propaganda que não passa disso mesmo!

Com este Orçamento de Estado, que não serve o País nem a região, o governo PS opta por insistir nas mesmas políticas, nas políticas que conduziram o país às injustiças e às desigualdades que hoje enfrenta. Como será possível sair da “crise” mantendo as políticas que nos conduziram até ela?

A DORP do PCP informa que já está a decorrer, em todas as suas organizações, uma auscultação no sentido de serem avaliadas as propostas a apresentar na discussão na especialidade, de forma a minimizar os malefícios deste PIDDAC.

Tal como no passado, os compromissos assumidos com a população serão levados à Assembleia da República pelos deputados comunistas.

Esperamos que todos os eleitos pelo Distrito respeitem os compromissos que assumiram e não se lembrem da sua existência apenas em tempo de campanha eleitoral.

SCUT – Continua a mentira e a demagogia do Governo

Dezembro 7th, 2009

Quanto às SCUT, deverão permanecer como vias sem portagem, enquanto se mantiverem as duas condições que justificaram, em nome da coesão nacional e territorial, a sua implementação:
i) localizarem-se em regiões cujos indicadores de desenvolvimento socioeconómico sejam inferiores à média nacional; e
ii) não existirem alternativas de oferta no sistema rodoviário.
Programa do XVIII Governo Constitucional

Contrariando o disposto no seu próprio programa de governo, o PS finge ignorar a dramática crise económica e social do Norte do País, procurando a todo o custo justificar a implementação de portagens nas SCUT, recorrendo à mentira e à demagogia para fazer esquecer promessas eleitorais. A DORP do PCP pretende nesta Conferência de Imprensa confrontar o Governo PS com os seus próprios argumentos, evidenciando que a implementação de portagens nas SCUTS do Norte Litoral, Grande Porto e Costa da Prata não leva em consideração, melhor despreza, aquilo que os próprios dados oficiais confirmam: o Distrito e a Região estão numa crise cada vez mais acentuada.
Mais um golpe na economia de uma Região maltratada ao longo dos anos pelos sucessivos Governos.
As três SCUTS atrás referidas abrangem concelhos do Distrito do Porto. Considerando um dos aspectos que o estudo do anterior governo PS referia, e este de forma implícita parece adoptar – o PIB per capita em paridades de poder de compra –, não pode deixar de se referir que as NUTS que compreendem os concelhos do distrito, as do Grande Porto, Ave e Tâmega, apresentam valores abaixo da média nacional,  respectivamente de 98,3%, 73,9% e 57,8%. Refira-se que estes dados respeitam a 2006 e foram publicados pela EUROSTAT durante este ano. Mas ninguém, com certeza, se atreverá a dizer que a situação melhorou de então para cá.
Um outro critério, igualmente adoptado pelo anterior governo PS, mas que não sendo referido explicitamente nas condições constantes do Programa do actual Governo continua a ter inegável importância como “indicador de desenvolvimento económico”, é o do Índice de
Poder de Compra Concelhio. Com efeito, dos 21 concelhos abrangidos pela SCUT do Norte Litoral apenas quarto apresentam valores acima da media nacional. No que respeita à SCUTdo Grande Porto, de 21 concelhos apenas 5 estão acima da mesma media. Quanto à SCUT da Costa da Prata, de 24 concelhos, só 7 têm valores acima dessa media. Isto é, quanto a este indicador, a esmagadora maioria dos concelhos têm um índice de poder de compra inferior, em muitos dos casos muito inferior, à mádia nacional.
Os concelhos atravessados pela SCUT Norte Litoral têm uma taxa de desemprego de 11%, e outros concelhos servidos por esta SCUT apresentam uma taxa de desemprego de 14%. Convem recordar que a média nacional é de 10%. Esta SCUT atravessa um núcleo territorial
de mais de 700 mil pessoas e serve indirectamente mais de 1.2 milhões de pessoas. Acresce ainda que destes núcleos, o Índice do Poder de Compra Concelhio (IPCC) é superior a 90%da média nacional em 5 dos municípios servidos pela SCUT e menor que 90% em 16 outros municípios.
Referindo alguns dados de ordem social, eles confirmam que as condições constantes do Programa do Governo não são aplicáveis nas três SCUTS.
Com efeito, tendo o País uma taxade desemprego de 10%, os concelhos abrangidos pela SCUT Norte Litoral apresentam uma taxa média de 13%, os da SCUT do Grande Porto de 14% e os da SCUT da Costa da Pratade 12%.
Mas se levarmos em consideração o Rendimento Social de Inserção e o tivermos em conta como um indicador de pobreza, temos que só o Distrito do Porto absorve 33% do total dos beneficiários. Os indicadores apontados, extraídos de dados oficiais, mostram de forma inequívoca que o primeiro critério, só por um mero exercício de imaginação pode ser considerado válido para a implementação das portagens em qualquer uma das SCUTS referidas.
Quanto à segunda condição – a não existência de alternatives no sistema rodoviário –, só quem não conheça e não pretenda conhecer, pode admitir que existem alternativas que como taldevam ser consideradas. O Programa do actual Governo foge à definição objectiva do que considera uma alternativa. No estudo de 2006 considerava que ela existia quando o tempo dopercurso não fosse superior a 1,3 da SCUT em apreciação.
Agora nada define, como que fugindo a uma discussão que sabe ser-lhe desfavorável.
Qualquer das pretensas alternativas atravessa aglomerados populacionais, centros de vilas e cidades, tem centenas de cruzamentos,  rotundas e passadeira, e dispõe de dezenas desemáforos. As limitações de velocidade são uma constante, assim como os engarrafamentosde tráfego.
O tempo de percurso por qualquer uma das pretenses alternativas é, no mínimo, o triplo do de qualquer uma das três SCUTS. Talvez por isso o Governo tenha deixado cair o anterior critério.
Em suma, qualquer uma das condições constantes do Programa do actual Governo, e elas são cumulativas, não se encontra satisfeita, pelo que as portagens nas três SCUTS nãopodem ser aplicadas. A verificar-se, significará mais uma decisão que ferirá os interesses de uma região em profunda crise, e cada vez mais acentuada, que não tem merecido a devida atenção por parte do Governo, antes tem merecido a sua discriminação.
A DORP do PCP saúda a luta que as Comissões de Utentes têm desenvolvido, não só pela sua dimensão, que levou a que todas as declarações de que a implementação dessas portagens era “para amanhã”, mas, também e muito, pela sua visão de que este problema não se circunscreve aos interesses de um ou alguns concelhos mas sim a toda a região no seu conjunto.
A DORP do PCP apela ao Governo para que cumpra, com seriedade, o que consta do seu Programa, não entre em manobras de diversão e leve em consideração a realidade económica e social que esta região vive e que a implementação de portagens, injustificável e injusta, virá agravar.
A DORP do PCP manifesta, desde já, o seu apoio às lutas que as Comissões de Utentes decidam adoptar no sentido de levar o Governo a decidir pela razão e pela justiça, que os dados oficiais e a vida sobejamente demonstram, isto é, pela não implementação de portagens nas três SCUTS.

Participam nesta Conferência de Imprensa:
Belmiro Magalhães, Jorge Machado, Valdemar Madureira, membros da DORP do PCP