Posts Tagged ‘trabalhadores’

PCP: Despedimentos e salários em atraso na empresa Classic Móvel (Paredes)

Janeiro 4th, 2013

Sector Profissional do Mobiliário do PCP:  foi solicitada a intervenção urgente das entidades competentes no sentido de repor a legalidade e salvaguardar os direitos dos cerca de 18 trabalhadores que se encontram com salários em atraso.

PERGUNTA PARLAMENTAR

Assunto: Despedimentos e salários em atraso na empresa Classic Móvel (Paredes)

Destinatário: Min. da Economia e do Emprego

Ex. ma Sr.ª Presidente da Assembleia da República

Chegou ao grupo parlamentar do PCP a informação que a empresa Classic Móvel – Mobiliário Paúl, sita em Vandoma, concelho de Paredes, tem vários meses de salários em atraso.

De acordo com a informação recolhida, 18 dos 23 trabalhadores da empresa foram obrigados a sair da empresa após três meses de salários em atraso sem o pagamento das indemnizações a que têm direito.

Importa referir que, de acordo com informações recolhidas, nos últimos quatro anos a mesma entidade patronal usou três sociedades comerciais diferentes.

Assim, além de Classic Móvel, a mesma entidade patronal usou a empresa Âncora Padrão e recentemente a empresa Vangmob Industria de Mobiliário SA, todas com morada em Vandoma, concelho de Paredes

Assim, ao abrigo da alínea d) do artigo 156º da Constituição e nos termos e para os efeitos do 229º do Regimento da Assembleia da República, pergunto ao Ministério da Economia e do Emprego o seguinte:

1.º Que informações possui este Ministério quanto às empresas acima indicadas?

2.º Tendo em conta a informação transmitida que existem salários em atraso e despedimentos abusivos, que medidas, nomeadamente inspetivas por via da ACT, vai este Ministério tomar para repor a legalidade e salvaguardar os postos de trabalho?

Palácio de São Bento, quinta-feira, 20 de Dezembro de 2012

Deputado(a)s

JORGE MACHADO(PCP)

 

PCP saúda vitória dos ferroviários na luta em defesa da contratação colectiva!

Junho 9th, 2011

Depois de 5 meses de luta, o Governo finalmente reconheceu a razão dos
ferroviários! O compromisso hoje alcançado de aplicação das regras do
Acordo de Empresa no que respeita ao trabalho extraordinário, em dias de
descanso e feriados é uma importante vitória que todos os trabalhadores
devem valorizar.

Depois de meses de intoxicação dos utentes contra os trabalhadores em
luta, vem o Governo finalmente reconhecer que as regras negociadas nos
Acordos de Empresa são mais favoráveis a todos (Empresa, Trabalhadores e
Utentes) que as regras que ilegalmente tentaram impor por via do
Orçamento de Estado para 2011. Ou seja, que na cegueira de cortar nos
direitos dos trabalhadores como “solução” para tudo, o Governo nem
sequer fez as contas primeiro.

Fica assim claro que a desestabilização do sector ferroviário foi
directa responsabilidade do Governo e de quem o apoiou na Assembleia da
República e não dos trabalhadores, que com determinação, unidade e
coragem se lançaram numa justa luta em defesa dos seus direitos e dos
utentes.

Fica assim demonstrado igualmente que são os trabalhadores quem pode – e
deve – assegurar a defesa dos interesses das empresas públicas, face a
um poder político subordinado aos interesses dos capitalistas e da
UE/FMI.

Fica ainda demonstrado – uma vez mais – que vale a pena lutar.

Face aos perigos que ameaçam os trabalhadores portugueses, face aos
projectos de liquidação das empresas públicas, face ao anúncio de novos
e pesados aumentos de custos para os utentes dos transportes, o PCP
saúda fraternalmente todos os ferroviários em luta, exortando a que se
mantenham vigilantes.

Resolvido este conflito laboral criado pela ilegal actuação de PS e PSD
aquando da aprovação do OE2011, o PCP exige:

- A imediata reposição das circulações ferroviárias suprimidas pela
Administração da CP com o falso argumento das dificuldades criadas pela
greve às horas extraordinárias.

- A imediata anulação das medidas repressivas tomadas contra os
ferroviários em luta, como seja a ilegal marcação de faltas
injustificadas (nalguns casos de 4 dias por cada dia de greve).

Depois de 5 meses de luta, o Governo finalmente reconheceu a razão dos
ferroviários! O compromisso hoje alcançado de aplicação das regras do
Acordo de Empresa no que respeita ao trabalho extraordinário, em dias de
descanso e feriados é uma importante vitória que todos os trabalhadores
devem valorizar.

Depois de meses de intoxicação dos utentes contra os trabalhadores em
luta, vem o Governo finalmente reconhecer que as regras negociadas nos
Acordos de Empresa são mais favoráveis a todos (Empresa, Trabalhadores e
Utentes) que as regras que ilegalmente tentaram impor por via do
Orçamento de Estado para 2011. Ou seja, que na cegueira de cortar nos
direitos dos trabalhadores como “solução” para tudo, o Governo nem
sequer fez as contas primeiro.

Fica assim claro que a desestabilização do sector ferroviário foi
directa responsabilidade do Governo e de quem o apoiou na Assembleia da
República e não dos trabalhadores, que com determinação, unidade e
coragem se lançaram numa justa luta em defesa dos seus direitos e dos
utentes.

Fica assim demonstrado igualmente que são os trabalhadores quem pode – e
deve – assegurar a defesa dos interesses das empresas públicas, face a
um poder político subordinado aos interesses dos capitalistas e da
UE/FMI.

Fica ainda demonstrado – uma vez mais – que vale a pena lutar.

Face aos perigos que ameaçam os trabalhadores portugueses, face aos
projectos de liquidação das empresas públicas, face ao anúncio de novos
e pesados aumentos de custos para os utentes dos transportes, o PCP
saúda fraternalmente todos os ferroviários em luta, exortando a que se
mantenham vigilantes.

Resolvido este conflito laboral criado pela ilegal actuação de PS e PSD
aquando da aprovação do OE2011, o PCP exige:

- A imediata reposição das circulações ferroviárias suprimidas pela
Administração da CP com o falso argumento das dificuldades criadas pela
greve às horas extraordinárias.

- A imediata anulação das medidas repressivas tomadas contra os
ferroviários em luta, como seja a ilegal marcação de faltas
injustificadas (nalguns casos de 4 dias por cada dia de greve).

O PCP denuncia ainda a manipulação da opinião pública sobre a dívida das
empresas públicas, nomeadamente das empresas ferroviárias, manipulação
que esconde sempre as razões dessa dívida (as dívidas dos governos às
Empresas Públicas, a opção de PS e PSD de realizar o investimento em
infraestruturas e equipamento com recurso a empréstimos bancários das
empresas públicas, incluindo o investimento necessário para os
operadores privados da Fertágus e do ViaPorto, a opção de subfinanciar
as empresas públicas enquanto se enviavam centenas de milhões para as
privadas, como denunciou o Tribunal de Contas), uma manipulação que
esconde que hoje a maioria dos custos das empresas são com o pagamento
de juros e não com salários.

Uma manipulação que tem como objectivo criar um clima favorável na
opinião pública para o brutal aumento de preços em preparação, para a
intensificação da exploração dos ferroviários e para a privatização
dessas empresas depois de limpas do seu passivo.

No quadro da sua luta por uma política patriótica e de esquerda, o PCP
lançará já na próxima semana uma nova campanha política de
esclarecimento e mobilização contra a privatização do sector
ferroviário.

A luta continua!

Mandato Aberto do PCP dedicado ao Sector do Mobiliário

Fevereiro 28th, 2011

No âmbito da acção nacional do PCP “Portugal a Produzir”, os deputados do PCP eleitos pelo distrito do Porto, Honório Novo e Jorge Machado, realizaram no dia 28 de Fevereiro um conjunto de reuniões e visitas a empresas e entidades relacionadas com o sector do mobiliário.

O programa deste Mandato Aberto consistiu em reuniões com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção e Madeiras de Portugal, com a Associação Empresarial de Paços de Ferreira e em várias visitas a empresas do mobiliário, quer do ramo comercial quer industrial.
As informações recolhidas confirmam que a retracção do mercado interno, consequência da diminuição do poder de compra dos portugueses, tem causado sérias dificuldades às empresas, sobretudo às mais dependentes do mercado nacional, e com especial impacto na vertente comercial.

Outras das queixas apresentadas pelos empresários do sector, têm a ver com a crescente dificuldade em obter financiamento na banca, o fim das SCUT’s e a carga fiscal excessiva, nomeadamente o pagamento especial por conta e o pagamento do IVA no momento da facturação, impostos que se afiguram como particularmente prejudiciais para empresas com reduzida liquidez.

Apesar do sector do Mobiliário assumir uma posição cada vez mais importante nas exportações nacionais – 60% da produção é exportada, facto que contribui para aumentar a sua capacidade de resistência à crise – neste momento estão muitas empresas a encerrar, em particular no sector comercial mas também nas empresas de produção de menor dimensão.

Em consequência, o número de trabalhadores do mobiliário desempregados tem vindo a aumentar.

Várias das medidas apresentadas pelo PCP na Assembleia da República que visando apoiar as micro, pequenas e médias empresas, nomeadamente a extinção do Pagamento Especial por Conta, o pagamento do IVA com base nos recibos e não nas facturas, a diminuição da taxa de IRC para as pequenas empresas e aumento para os grandes grupos económicos, colheram apoio junto dos empresários com que a delegação do PCP se encontrou.

O PCP irá ainda apresentar uma pergunta ao Governo relativamente ao papel que a AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal pode desempenhar no lançamento e promoção da indústria do Mobiliário nacional no estrangeiro.

28.02.2011
Direcção Sub-Regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega

PCP: Exploração dos trabalhadores reconhecida pela ACT

Janeiro 22nd, 2011

 PCP DENUNCIA E EXIGE  MEDIDAS URGENTES PARA ROMPER COM ESTE RUMO

 A grave crise económica e social em que o país está mergulhado regista no distrito do Porto maiores consequências pelo facto de ao longo dos últimos trinta anos os sucessivos governos terem promovido a destruição da indústria transformadora e o agravamento da exploração a par de uma política assente nos baixos salários e no atropelo pelos mais elementares direitos de quem trabalha.

Os dados do desemprego revelados pelo IEFP relativos a Dezembro de 2010 – segundo os quais o distrito tem uma taxa de desemprego superior a 13% e todos os concelhos apresentam taxas de desemprego superiores à média nacional – são um exemplo ao qual se somam dezenas de milhares de desempregados que ficaram sem subsídio de desemprego, milhares de famílias que perderam prestações sociais como o abono de família ou as bolsas de estudo.

O clima de fatalidade e de inevitabilidade relativamente às medidas que o PS e o PSD têm vindo a impor com o apoio do actual Presidente da República, procuram fomentar a resignação e a submissão dos trabalhadores e dar cobertura ao proliferar de ilegalidades e atropelos aos direitos dos trabalhadores.

No decorrer do ano de 2010, tanto os sindicatos como a DORP do PCP denunciaram várias empresas que não pagavam os salários devidos, obrigavam trabalhadores a cumprir horas de trabalho não remuneradas ou não permitiam que trabalhadores gozassem as férias devidas.

Já este ano, a Autoridade para as Condições de Trabalho reconhece estarem a cometer ilegalidades em mais duas empresas que haviam sido denunciadas pelo PCP:

- J. Moreira da Silva e Filhos S.A. – empresa de mobiliário de Rebordosa – que tinha trabalhadores a exercer trabalho extraordinário sem que fizessem o devido registo;

- Domprato Importação, Exportação e Representações, Lda – empresa do sector têxtil e vestuário de Gandra – que impunha um horário de trabalho além do legal, pagou o subsídio de Natal além do prazo previsto e tem condições de trabalho desadequadas.

 Estes são apenas mais dois exemplos, mas a realidade dos locais de trabalho é muito mais preocupante, comprovando a justeza da proposta do PCP sobre a necessidade de reforço de meios da Autoridade para as Condições de Trabalho.

A grave situação sócio-económica do país e do distrito exige medidas urgentes, capazes de romper com o rumo de definhamento que os últimos governos têm imposto.

A DORP do PCP reafirma a necessidade de uma política alternativa, destacando sete prioridades imediatas:

  1. 1.     A defesa do aparelho produtivo, alargando o investimento público, apoiando as micro, pequenas e médias empresas, privilegiando o mercado interno.
  2. 2.     A adopção de políticas que promovam a industrialização do distrito e o aproveitamento integral dos seus recursos;
  3. 3.     A criação de um programa de intervenção nas sub-regiões interiores do distrito do Porto (zona do vale do Ave, do vale do Sousa e do baixo Tâmega), de apoio social, requalificação profissional e diversificação da indústria;
  4. 4.     Aumento geral dos salários e pensões – concretizando o Salário Mínimo Nacional nos 500€ – visando uma mais justa repartição da riqueza e a dinamização do mercado interno;
  5. 5.     Criação de emprego, combate ao desemprego e apoio aos desempregados, tendo como objectivo uma política de pleno emprego, combatendo os despedimentos com legislação dissuasora, combatendo a precariedade;
  6. 6.     Reforço dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, pondo fim à política de destruição e encerramentos em curso. Valorizando o Serviço Nacional de Saúde e a escola pública, o seu carácter público, gratuito e universal;
  7. 7.     Revogação das portagens implementadas nas A28, A29, A41 e A42 e cancelamento do objectivo de privatização da ANA e das linhas suburbanas da CP.

 Porto, 21 de Janeiro de 2011

A DORP do PCP

Comunistas Lordelenses realizam II convívio/magusto

Novembro 9th, 2010

A Organização da Freguesia de Lordelo do Partido Comunista Português realizou a segunda edição do Magusto/convívio da CDU/Lordelo.
A iniciativa teve lugar no Parque do Rio Ferreira, em Lordelo (Paredes) durante a tarde de hoje com a participação de cerca de uma centena de pessoas, entre as quais, Cristiano Ribeiro, o responsável concelhio do PCP e deputado na Assembleia Municipal de Paredes. A iniciativa contou com a participação animada do Grupo de Bombos “Os Pestinhas”. Os discursos políticos ficaram a cargo de Miguel Correia, o responsável pelo PCP/Lordelo e deputado da CDU na Assembleia de Freguesia, e de Paulo Macieira, da Comissão Concelhia de Paredes do PCP.
Miguel Correia aproveitou a ocasião para fazer um balanço da actividade partidária e autárquica dos comunistas lordelenses, lembrando que o PCP de Lordelo foi protagonista de várias lutas: o apoio ao Movimento de Utentes contra as portagens nas SCUT ou a reivindicação da criação da Unidade de Saúde Familiar de Lordelo. Lembrou que a CDU, desde a eleição do seu deputado para a Assembleia de Freguesia de Lordelo, deu um novo impulso na qualificação deste órgão, uma nova forma de intervenção pautada pela firmeza das críticas e pela qualidade das propostas.

 

 

 

Lembrando a recente passagem de Francisco Lopes pelo concelho, reiterou o apoio do PCP/Lordelo à sua candidatura à Presidência da República, a única capaz de dar voz aos trabalhadores portugueses. Apelou ainda à mobilização dos militantes e amigos do Partido para todas as iniciativas que tenham como objectivo fazer frente à política de direita do actual Governo e que promovam a luta em prol dos trabalhadores e do povo português. Assim, aproveitou para apelar a todos os trabalhadores para aderirem à Greve Geral agendada para 24 de Novembro.
Na esteira deste apelo, Paulo Macieira recordou a actividade do Partido em prol dos trabalhadores do sector do Mobiliário que levou à criação de um organismo partidário para este sector. Por isso, exortou todos os trabalhores comunistas deste sector para que integrem este organismo e dêem o seu contributo para que os atropelos perpetrados por algumas empresas, algumas delas já denunciadas pelo Partido, sejam combatidos.

 

Jantar convívio dia 23 de Outubro (Sábado) em Paredes

Outubro 20th, 2010

 

Juventude Comunista Portuguesa 

Jantar convívio dia 23 de outubro no restaurante BLACK GINGA em Paredes junto ao parque José Guilherme. 

Para marcações e mais informações até ao dia 21 de outubro :

 Bruno Santos(912374406)

 Miguel Dias(914202909) 

Ementa: Entradas, Arroz de feijão, Churrasco Misto, bebidas, café- 12,50 cravos

Junta-te a nós para mais uma vez reforçarmos a luta, «porque só com a luta é possível transformar a sociedade em que vivemos e construir a que queremos» 

AOS TRABALHADORES DA Z.S. Mobiliário (Rebordosa)

Junho 28th, 2010

Deputado Comunista Honório Novo esteve em Rebordosa em apoio aos trabalhadores da Z.S Mobiliário.

Os 12 trabalhadores da Z.S. Mobiliário, foram surpreendidos no dia 26 de Junho, pelo patrão desta empresa a tentar retirar as maquinas da fabrica, os trabalhadores por terem dois meses de salário em atraso, estão de vigília junto à empresa, com coragem enfrentaram o patrão e impediram-no de levar por diante os seus intentos.

 

Parece-nos que a conduta da gerência desta empresa, evidencia uma clara atitude de má-fé para com as trabalhadoras e a tentativa de fugir às suas responsabilidades legais, nomeadamente ao pagamento dos salários que estão em falta.

 A Comissão Concelhia de paredes do Partido Comunista Português manifesta a sua solidariedade com os trabalhadores e suas famílias e disponibilidade para intervir na defesa dos seus interesses.

 Neste sentido o PCP irá solicitar ás autoridades competentes, uma intervenção urgente, no sentido de repor a legalidade e de minorar o impacto das consequências desta criminosa e desumana atitude. Para além disso o Grupo Parlamentar do PCP vai apresentar na Assembleia da República um requerimento que visa salvaguardar os direitos dos trabalhadores.

 Consideramos que os trabalhadores devem manter-se unidos, exigindo da empresa soluções para a resolução dos problemas existentes.

 Este processo foi conduzido pela empresa de uma maneira vergonhosa, sem qualquer respeito pelos trabalhadores! Este tipo de atitude dos empresários não pode ficar impune.

 O PCP alerta que um dos principais responsáveis por esta situação, é o ataque aos direitos dos trabalhadores e à produção nacional, que durante anos as políticas de direita dos sucessivos governos PS e PSD, têm levado a cabo e se tem vindo a agravar com o actual Governo PS/Sócrates.

 O resultado está à vista: Em Paredes, no passado mês de Maio, o número de desempregados era de 5,617, inscritos no Centro de Emprego.

Honório Novo visita empresa de mobiliário em Rebordosa encerrada ilegalmente

Junho 28th, 2010

Os 12 trabalhadores da Z.S. Mobiliário têm dois meses de salário em atraso e foram obrigados a gozar férias na passada sexta-feira, apenas para que a entidade patronal tentasse remover as máquinas das suas instalações.

Esta tentativa foi frustrada pelos trabalhadores que impediram a remoção das máquinas e estão, desde então, em vigília à porta da empresa.

 A Comissão Concelhia de Paredes do Partido Comunista Português manifesta a sua solidariedade com os trabalhadores e suas famílias e disponibilidade para intervir na defesa dos seus interesses.

 Neste sentido o deputado do PCP Honório Novo irá visitar as instalações da Z.S. Mobiliário sitas na Rua do Sedouro, em Rebordosa, hoje, às 17:30 horas, e de seguida iremos solicitar a intervenção urgente das entidades competentes no sentido de repor a legalidade e salvaguardar os direitos dos trabalhadores.

Grande Greve no Sector Ferroviário

Março 23rd, 2010

A greve no Sector Ferroviário marcada para hoje, 23 de Março, iniciou-se durante a noite está a registar uma poderosa adesão dos trabalhadores ferroviários. Com adesões de entre 80% e 100% em diversos sectores e com a supressão da esmagadora maioria das circulações, quer no distrito de Lisboa, quer no plano nacional.  O PCP saúda a determinação dos ferroviários, e expressa a sua solidariedade na justa luta que travam contra a brutal redução de rendimentos que o Governo tenta impor aos trabalhadores portugueses.

Ler mais em: Ilegalidades e repressão não escondem grande greve dos ferroviários: a luta continua!

Jornadas de Trabalho dos deputados do PCP no Parlamento Europeu no distrito do Porto

Março 5th, 2010

No âmbito das jornadas de trabalho dos deputados do PCP no Parlamento Europeu, a realizar no distrito do Porto em 5 e 6 de Março, Ilda Figueiredo e João Ferreira estão a participar em diversos encontros, reuniões, debates e visitas com vários agentes económicos e sociais.

É objectivo dos deputados do PCP no Parlamento Europeu e da DORP o tratamento de questões relacionadas com a produção nacional, os direitos laborais, os serviços públicos e o desenvolvimento económico.
Nesse sentido, o programa das jornadas de trabalho no dia de hoje inclui visitas a empresas (Estaleiros Navais Samuel e Filhos, em Vila do Conde), encontro com organizações representativas dos trabalhadores (Sindicato da Hotelaria, Sindicato dos Correios e Telecomunicações, Sindicato do Vestuário e Comissão de Trabalhadores da Maconde), encontro com cooperativas de Agricultores e produtores de Vinho (Cooperativa de Agricultores de Santo Tirso e Trofa e União das Cooperativas de Vinhos Verdes).

Das acções já realizadas, emerge um conjunto de problemas fruto das opções políticas da União Europeia e dos governos portugueses, das quais destacamos:

· A destruição da frota pesqueira, com brutais consequências nos trabalhadores do sector e nas suas famílias, mas também na indústria  naval. Em Vila do Conde, visitamos estaleiros navais que perderam cerca de 90% dos postos de trabalho, continuando hoje a enfrentar sérias dificuldades tendo em conta as políticas de abate das embarcações para pesca e a perda de cotas de pescado que está em curso.  Constatamos que alguns já encerraram.

· O ataque aos salários, aos horários de trabalho, ao emprego com direitos e a generalização da precariedade. Fruto das opções politicas assumidas pelos últimos governos existem hoje mais de 700 mil desempregados no País (cerca de 300 mil sem qualquer prestação social) e agravam-se as discriminações e desigualdades que afectam de uma forma especial as mulheres e jovens. A coberto da flexigurança, usando argumentos como “mercado de trabalho flexível”, “regimes contratuais flexíveis” ou uma “mão-de-obra adaptável” há em Portugal já mais de 1milhão e 200 mil trabalhadores com vínculos precários. Lamentavelmente, as propostas da chamada “estratégia 2020” continuam as mesmas políticas de liberalização e desvalorização do trabalho.

· O falhanço da política da Comissão Europeia para o sector leiteiro que mantém intocáveis as desastrosas orientações políticas de fundo para o mesmo e que agrava as perdas que os produtores têm vindo a sofrer. As sucessivas reformas da Política Agrícola Comum foram desmantelando os instrumentos reguladores do mercado, quotas e direitos de produção, levando ao progressivo abandono da actividade por muitos milhares de produtores.

· O desmantelamento da organização comum do mercado do sector do vinho, que deixa a hipótese de liberalização de direitos de plantação a partir de 2013, o que apenas servirá a concentração da produção nas mãos das grandes empresas vinícolas que já beneficiam de avultados apoios públicos e outros privilégios. A situação no sector do Vinho confirma a necessidade de aprovação do que há muito o PCP vem propondo em defesa dos direitos de plantação, apoio a reestruturação das vinhas, sobretudo na agricultura familiar, os pequenos e médios vitivinicultores e nas Adegas Cooperativas.

· Uma situação particularmente grave vive-se no sector do têxtil e vestuário, um dos sectores que na UE mais afectados pela crescente
liberalização do comércio mundial. Perante este quadro dramático, urgem soluções distintas das orientações políticas que o geraram. É urgente aplicar medidas de salvaguarda para permitir manter e promover o emprego e a actividade deste sector bem como avançar com a criação de um programa comunitário de apoio ao sector têxtil, com meios adequados, especialmente destinado às regiões mais  desfavorecidas e dependentes deste sector.

O dia de amanhã será inteiramente dedicado à sub região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega onde os deputados participarão em várias acções de contacto com a população, encontros com Movimentos de Utentes dos Serviços de Saúde, Cooperativas de distribuição de água e Comissões de Utentes dos caminhos de ferro.

A presença dos deputados do PCP ao Parlamento Europeu nesta que é uma das sub-regiões mais pobres de toda a União Europeia evidenciará a falência das políticas comunitárias, bem como as consequências desastrosas para aquela população da submissão dos sucessivos governos portugueses que abdicam da defesa do interesse nacional.

Esta região tem um PIB per capita de 59, sendo a média nacional 100 e o ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem é inferior em 306 euros ao ganho médio do País, conforme comprova o quadro que se segue.

20100305_quadro1

Em todos os 8 concelhos do distrito do Porto que integram a sub-região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega, o desemprego é superior à média nacional (ver quadro abaixo).

20100305_quadro2

Durante os últimos anos, a emigração foi o recurso para muitos trabalhadores daquela região. O êxodo de trabalhadores para o estrangeiro, pela sua dimensão e impacto que tem nas comunidades de origem dos emigrantes, faz lembrar, em alguns aspectos, a vaga de emigração da década de 60. Contudo, a evolução da situação na União Europeia está a fazer regressar muitos destes trabalhadores, acrescentando mais problemas aos que já existiam na região. A situação vivida no distrito do Porto, e enquadrada na situação internacional e na situação nacional, não pode ser ultrapassada com a manutenção das políticas que conduziram à crise económica e social que hoje vivemos.

A superação desta situação faz-se com ruptura e mudança de políticas, promovendo a elevação do poder de compra dos trabalhadores e assegurando uma política patriótica e de esquerda que valorize os salários e os direitos dos trabalhadores, que defenda a produção nacional e as PME’s, que reforce os serviços públicos e as funções sociais do Estado, que combata os escandalosos lucros e privilégios dos grupos económicos e financeiros e que assegure a soberania e a independência nacional.
É este o compromisso do PCP e dos seus eleitos.
Será também com esse objectivo que nos próximos dias os deputados comunistas portugueses levarão ao Parlamento Europeu o conjunto dos problemas que abordaram nestas jornadas.

Porto, 5 de Março de 2010
Participaram nesta Conferencia de Imprensa:
Ilda Figueiredo e João Ferreira, deputados do PCP ao Parlamento Europeu
Jaime Toga, responsável da DORP do PCP